Ciências Humanas e suas Tecnologias Question #019e5bea
Tahuantinsuyu — nome do Império Inca em quéchua — era dividido em quatro partes ou suyus: Chinchaysuyu (noroeste do Peru e Equador), Antisuyu (parte amazônica do império), Collasuyu (atual Bolívia) e Condesuyu (costa do Oceano Pacífico) e tinha Cuzco, no atual Peru, como sua capital imperial. Oficialmente, todas as etnias dominadas pelos incas deveriam adotar a língua quéchua, adorar o Sapa Inca e o Sol e pagar taxas em forma de horas de trabalhos periódicos. No entanto, pode-se dizer que o Império Inca era como um mosaico cultural em que vários e diferentes grupos étnicos adoravam o Sapa Inca e o Sol mas, simultaneamente, continuavam a adorar seus deuses locais e também a falar em suas línguas nativas.
Ao comparar, no texto, a vertente da dominação territorial com os aspectos culturais, os incas tinham uma postura
aceitável no que alude aos direitos humanos.
admissível no que remete às crenças coloniais.
tolerável no que se refere aos regimes tributários.
flexível no que diz respeito aos costumes religiosos.
compreensível no que concerne às normas laborais.
Official Explanation / Community Explanations
A resposta correta é a que aponta a postura flexível dos incas em relação aos costumes religiosos. O texto descreve que, embora houvesse uma imposição oficial de adoração ao Sapa Inca e ao Sol, os grupos étnicos dominados continuavam a adorar seus deuses locais e a falar suas línguas nativas, caracterizando um 'mosaico cultural'. Isso demonstra que, na prática, os incas permitiam a manutenção das tradições religiosas locais, ou seja, eram flexíveis nesse aspecto.
A alternativa que menciona direitos humanos é inadequada, pois o conceito moderno de direitos humanos não se aplica diretamente ao contexto histórico do Império Inca, e o texto não aborda essa temática.
A alternativa sobre crenças coloniais é anacrônica, já que o termo 'colonial' se refere a um período posterior e a uma dinâmica diferente de dominação.
A alternativa sobre regimes tributários é incorreta, pois o texto menciona a cobrança de taxas em forma de trabalho, mas a questão central é sobre a postura cultural, não tributária.
A alternativa sobre normas laborais também não se sustenta, pois o foco do texto está na diversidade cultural e religiosa, e não nas regras de trabalho.