Ciências Humanas e suas Tecnologias Question #019e5bef
Porque todos confessamos não se poder viver sem alguns escravos, que busquem a lenha e a água, e façam cada dia o pão que se come, e outros serviços que não são possíveis poderem-se fazer pelos Irmãos Jesuítas, máxime sendo tão poucos, que seria necessário deixar as confissões e tudo mais. Parece-me que a Companhia de Jesus deve ter e adquirir escravos, justamente, por meios que as Constituições permitem, quando puder para nossos colégios e casas de meninos.
O texto explicita premissas da expansão ultramarina portuguesa ao buscar justificar a
propagação do ideário cristão.
valorização do trabalho braçal.
adoção do cativeiro na Colônia.
adesão ao ascetismo contemplativo.
alfabetização dos indígenas nas Missões.
Official Explanation / Community Explanations
A resposta correta é a que aponta a adoção do cativeiro na Colônia. O texto, escrito por um jesuíta, defende a necessidade de escravos para realizar serviços domésticos e braçais nos colégios e casas da Companhia de Jesus, argumentando que os irmãos jesuítas, em número reduzido, não poderiam executar tais tarefas sem prejudicar suas atividades religiosas. Assim, a justificativa apresentada está diretamente ligada à manutenção do sistema escravista na Colônia, essencial para a economia e a vida cotidiana do período.
A alternativa que menciona a propagação do ideário cristão está incorreta porque, embora os jesuítas estivessem envolvidos na catequese, o texto não foca na difusão do cristianismo, mas sim na necessidade prática de escravos para o funcionamento das instituições jesuíticas.
A opção sobre valorização do trabalho braçal também é incorreta, pois o texto não exalta o trabalho manual; ao contrário, ele o considera algo que deve ser feito por escravos, não pelos jesuítas, indicando uma visão hierárquica e desvalorizante do trabalho braçal.
A alternativa que trata da adesão ao ascetismo contemplativo está errada, pois o texto não defende uma vida de contemplação e renúncia; pelo contrário, os jesuítas estão engajados em atividades práticas (confissões, ensino) e buscam escravos para liberá-los dessas tarefas.
Por fim, a opção sobre alfabetização dos indígenas nas Missões não se sustenta, já que o texto não menciona a educação indígena, mas sim a aquisição de escravos para serviços domésticos e de apoio.