Ciências Humanas e suas Tecnologias
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Questão de Ciências Humanas e suas Tecnologias #019e5bef

Enunciado da Questão
Ciências Humanas e suas Tecnologias
#Brasil Colônia
Médio

Porque todos confessamos não se poder viver sem alguns escravos, que busquem a lenha e a água, e façam cada dia o pão que se come, e outros serviços que não são possíveis poderem-se fazer pelos Irmãos Jesuítas, máxime sendo tão poucos, que seria necessário deixar as confissões e tudo mais. Parece-me que a Companhia de Jesus deve ter e adquirir escravos, justamente, por meios que as Constituições permitem, quando puder para nossos colégios e casas de meninos.

LEITE, S. História da Companhia de Jesus no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1938 (adaptado).

O texto explicita premissas da expansão ultramarina portuguesa ao buscar justificar a

A

propagação do ideário cristão.

B

valorização do trabalho braçal.

C

adoção do cativeiro na Colônia.

Correta
D

adesão ao ascetismo contemplativo.

E

alfabetização dos indígenas nas Missões.

Explicação Oficial / Explicações da Comunidade

A resposta correta é a que aponta a adoção do cativeiro na Colônia. O texto, escrito por um jesuíta, defende a necessidade de escravos para realizar serviços domésticos e braçais nos colégios e casas da Companhia de Jesus, argumentando que os irmãos jesuítas, em número reduzido, não poderiam executar tais tarefas sem prejudicar suas atividades religiosas. Assim, a justificativa apresentada está diretamente ligada à manutenção do sistema escravista na Colônia, essencial para a economia e a vida cotidiana do período.

A alternativa que menciona a propagação do ideário cristão está incorreta porque, embora os jesuítas estivessem envolvidos na catequese, o texto não foca na difusão do cristianismo, mas sim na necessidade prática de escravos para o funcionamento das instituições jesuíticas.

A opção sobre valorização do trabalho braçal também é incorreta, pois o texto não exalta o trabalho manual; ao contrário, ele o considera algo que deve ser feito por escravos, não pelos jesuítas, indicando uma visão hierárquica e desvalorizante do trabalho braçal.

A alternativa que trata da adesão ao ascetismo contemplativo está errada, pois o texto não defende uma vida de contemplação e renúncia; pelo contrário, os jesuítas estão engajados em atividades práticas (confissões, ensino) e buscam escravos para liberá-los dessas tarefas.

Por fim, a opção sobre alfabetização dos indígenas nas Missões não se sustenta, já que o texto não menciona a educação indígena, mas sim a aquisição de escravos para serviços domésticos e de apoio.