Pregunta de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias #019e5c01
1984 (excerpt)
‘Is it your opinion, Winston, that the past has real existence?’ [...] O'Brien smiled faintly. ‘I will put it more precisely. Does the past exist concretely, in space? Is there somewhere or other a place, a world of solid objects, where the past is still happening?’
‘No.’
‘Then where does the past exist, if at all?’
‘In records. It is written down.’
‘In records. And — —?’
‘In the mind. In human memories.’
‘In memory. Very well, then. We, the Party, control all records, and we control all memories. Then we control the past, do we not?’
O romance 1984 descreve os perigos de um Estado totalitário. A ideia evidenciada nessa passagem é que o controle do Estado se dá por meio do(a)
boicote a ideais libertários.
veto ao culto das tradições.
poder sobre memórias e registros.
censura a produções orais e escritas.
manipulação de pensamentos individuais.
Explicación Oficial / Explicaciones de la Comunidad
A passagem do romance '1984' de George Orwell apresenta um diálogo entre O'Brien e Winston, no qual O'Brien argumenta que o Partido controla o passado porque controla todos os registros e todas as memórias. A ideia central é que o controle do Estado totalitário se exerce justamente por meio do domínio sobre as memórias e os registros históricos, pois ao manipular o que é lembrado e registrado, o Partido pode reescrever a história e moldar a realidade conforme seus interesses. A alternativa que aponta o poder sobre memórias e registros está correta, pois reflete exatamente o argumento apresentado no texto.
A alternativa que menciona boicote a ideais libertários não está correta, pois o texto não discute boicote, mas sim controle ativo sobre a memória e os registros. A alternativa que fala em veto ao culto das tradições também não se sustenta, já que o foco não é a tradição, mas a manipulação do passado. A alternativa que cita censura a produções orais e escritas é parcialmente relacionada, mas o texto vai além da censura: trata-se de controle total sobre o que é registrado e lembrado. Por fim, a alternativa que menciona manipulação de pensamentos individuais é próxima, mas o texto enfatiza especificamente o controle sobre registros e memórias como mecanismo de controle do passado, e não a manipulação direta de pensamentos.