Ciências Humanas e suas Tecnologias
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Pregunta de Ciências Humanas e suas Tecnologias #019e5beb

Enunciado de la Pregunta
Ciências Humanas e suas Tecnologias
#História do Brasil
Medio

Na construção da ferrovia Madeira-Mamoré, o que dizer dos doentes, eternos moribundos a vagar entre delírios febris, doses de quinino e corredores da morte? O Hospital da Candelária era santuário e túmulo, monumento ao progresso científico e preâmbulo da escuridão. Foi ali, com suas instalações moderníssimas, que médicos e sanitaristas dirigiram seu combate aos males tropicais. As maiores vítimas, contudo, permaneceriam na sombra à margem do palco, cobaias sem consolo, credores sem nome de uma sociedade que não lhes concedera tempo algum para ser decifrada.

FOOT HARDMAN, F. Trem fantasma: modernidade na selva. São Paulo: Cia. das Letras, 1988 (adaptado).

No texto, há uma crítica ao modo de ocupação do espaço amazônico pautada na

A

discrepância entre engenharia ambiental e equilíbrio da fauna.

B

incoerência entre maquinaria estrangeira e controle da floresta.

C

incompatibilidade entre investimento estatal e proteção aos nativos.

D

competição entre farmacologia internacional e produtos da fitoterapia.

E

contradição entre desenvolvimento nacional e respeito aos trabalhadores.

Correcto

Explicación Oficial / Explicaciones de la Comunidad

A resposta correta é a que aponta a contradição entre desenvolvimento nacional e respeito aos trabalhadores. O texto descreve a construção da ferrovia Madeira-Mamoré, um empreendimento que simbolizava o progresso e a modernidade, mas que tratou os trabalhadores de forma desumana, como 'cobaias sem consolo' e 'credores sem nome'. A crítica reside no fato de que o desenvolvimento nacional (a ferrovia) foi alcançado à custa do sofrimento e da desvalorização dos operários, muitos dos quais adoeceram e morreram sem qualquer reconhecimento.

A alternativa que menciona a discrepância entre engenharia ambiental e equilíbrio da fauna está incorreta porque o texto não aborda questões ambientais ou de fauna, focando-se no sofrimento humano.

A alternativa que fala em incoerência entre maquinaria estrangeira e controle da floresta também está incorreta, pois o texto não discute a origem da maquinaria ou o controle da floresta, mas sim as condições dos trabalhadores.

A alternativa sobre incompatibilidade entre investimento estatal e proteção aos nativos é inadequada, pois o texto não menciona nativos ou investimento estatal; o foco são os trabalhadores da ferrovia.

Por fim, a alternativa que trata de competição entre farmacologia internacional e produtos da fitoterapia não se sustenta, já que o texto menciona o uso de quinino e o Hospital da Candelária, mas não estabelece uma competição entre farmacologia e fitoterapia; a crítica é sobre o tratamento dado aos doentes.